Leilah Assumpção

A CONSCIÊNCIA DA MULHER
Leilah Assumpção pertence a uma geração de dramaturgos brasileiros que cresceu na repressão política e social e revolucionou o teatro brasileiro. O que se observa em sua autobiografia, A Consciência da Mulher, lançada pela Coleção Aplauso da Imprensa Oficial do Estado, é que a manequim de alta costura, enquanto desfilava seu porte e beleza para os maiores estilistas do mundo, pensava em como expressar a condição da mulher, seus recalques e frustrações, sua rebeldia e seus movimentos libertários.
Leilah surpreendeu crítica e público ao ver encenado, em 1969, sua primeira peça, Fala Baixo Senão eu Grito, com Marília Pêra, que excursionou por todo o Brasil com imenso sucesso, foi montada e remontada inúmeras vezes até mesmo no Exterior, e marcou sua trajetória como uma dramaturga de primeira linha, voltada para o desenvolvimento da consciência feminina. Essa peça deu a Leilah Assumpção os prêmios Molière e APCA - Associação Paulista de Críticos de Arte de melhor autor.
Seu mais recente sucesso é Intimidade Indecente, considerado um dos melhores espetáculos teatrais já apresentados no país, que mostra a história de amor de um casal – Marcos Caruso e Irene Ravache, Marcos Caruso e Vera Holtz, Otávio Augusto e Lucinha Lins fizeram as várias versões da peça - durante quarenta anos. A peça deu à sua autora, mais uma vez, o prêmio APCA de melhor texto de 2001 e já foi vista por mais de 300 mil espectadores no Brasil e no Exterior. Seu trabalho mais recente, já visto nos palcos nas interpretações de Miriam Mehler e Jairo Mattos, é Ilustríssimo Filho da Mãe.
Você pode baixar o livro no site da Coleção Aplauso. Clique aqui
Por Eliana Pace
3 comentários:
nunca ouvi fala da moça nem da peça
mas é uma dica interessante pode ate seugir =]
vlw
Olá, não conhecia essa mulher, e isso que fiz teatro a pouco tempo ..
Acho os teatros dessa época da repressão política e social um dos melhores, pois retratam a realidade nua e crua ..
Verei uma peça dela quando tiver oportunidade ;)
http://caminhos-da-erika.blogspot.com
Parabéns a ela. Esse pessoal do Teatro sofre muito - ao ponto de terem de fazer o "Pão e circo" de novelas, para sobreviverem.
abç
Pobre Esponja
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