Dica 15: Biografia
É um gênero
literário em que o autor narra a história da vida de uma pessoa ou de várias
pessoas, mortas ou vivas.
a biografia,
na maioria das vezes, refere-se à vida de pessoas públicas como políticos,
cientistas, esportistas, escritores ou pessoas que, por meio de suas
atividades, deixaram uma importante contribuição para a sociedade.
no século XX
aparece a biografia romanceada, na qual o autor recria, ficcionalmente, o
material documental e de pesquisa coletado sobre a vida dos biografados.
quando o
biografado é o próprio autor, temos a autobiografia, que vem a ser a biografia
escrita pela pessoa de quem a biografia fala, ou seja, o autor procede ao
levantamento de sua própria existência.
A Coleção
Aplauso, da Imprensa Oficial do Estado, que tem como objetivo resgatar a
memória da classe artística brasileira, selecionou como autores jornalistas. As
autobiografias da coleção são relatos na 1ª pessoa.
muitas
pessoas conhecidas do grande público (as ditas celebridades) que desejam fazer
uma autobiografia, mas não tem habilidade literária, utilizam-se de um
profissional ghostwriter (traduzindo, literalmente, escritor fantasma) que
escreve a biografia em tom autobiográfico de modo que a autoria passa a ser
alegadamente da pessoa biografada.
OBJETIVOS
DAS BIOGRAFIAS - Estimular as pessoas que gostam de leitura e literatura a
reabilitar, resgatar, documentar, enfim, por meio da narrativa oral e da
escrita, a trajetória de vida de um parente mais velho, um amigo especial, um
mestre, partindo do princípio de que o universo íntimo de cada pessoa e sua
trajetória de vida são especiais para quem com ela conviveu.
A biografia
pode resultar em um caderno único ou um álbum ilustrado, em algumas ou muitas
cópias em xérox do material ou até mesmo na edição de um livro ilustrado a ser
repassado para futuras gerações.
COMO
TRABALHAR
· Roteiro
· Pesquisas
– situar a ação – data- bairro – cidade – amigos – escola – ruas da infância
etc
·
Entrevistas
· Duração
das conversas
AUTORIZAÇÃO
No caso da
imagem, a utilização prescinde de autorização, desde que não tenha caráter
comercial e a pessoa famosa não seja retratada em momento de intimidade.
Quanto à
intimidade das pessoas célebres, os limites decorrem do interesse público (que
também limita o direito à honra) e das exigências de ordem histórica,
científica, cultural e artística.
A biografia
de Roberto Carlos foi escrita pelo historiador - e apaixonado por música
brasileira - Paulo César de Araújo, mas não havia sido autorizada e não agradou
ao cantor que, menos de dez dias depois do lançamento, processou o autor e a
editora. Uma audiência de conciliação selou um acordo entre as partes mas o
livro teve sua edição e venda proibidas e foi recolhido em todo o País. Segundo
a Editora Planeta, desde sua publicação, foram impressos 33 mil exemplares do
livro. Destes, 22 mil já haviam sido vendidos e os 11 mil que ainda estavam no
estoque da editora foram entregues a Roberto Carlos.
Roberto
Carlos alegava que sua biografia não tinha sido autorizada e continha
inverdades que ofendiam a ele e a pessoas queridas, expostas ao ridículo. “É um
absurdo, uma falta de respeito lançar mão da minha história, que é um
patrimônio meu. Me sinto agredido na minha privacidade”.
As pessoas
que eram a favor da biografia sugeriam que a história de RC também faz parte da
cultura brasileira.
Os
contrários alegavam que, apesar de ser uma pessoa publica, RC tinha o direito
de preservar sua intimidade.
É importante
notar que as pessoas famosas, que fazem parte de nossa história política,
científica, cultural ou artística, têm uma diminuição significativa no grau de
proteção de sua imagem e intimidade.
NARRADOR
· A
biografia pode ser escrita na 1ª ou 3ª pessoa.
· Na 1ª
pessoa – autobiografia- o narrador pode atuar como protagonista da historia ou
um personagem lateral que fica observando. A narrativa na 1ª pessoa dá
verossimilhança. É um depoimento confiável, mas limita o campo de visão, não dá
para iluminar a historia por outros ângulos.
· A
biografia na 3ª pessoa é a forma mais freqüente.
· O narrador
na 2a pessoa – tu, você- é raro.
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