25 novembro 2011

Almofada


  

            Texto escrito de forma coletiva por alunos do 3º M 3, iniciado e concluído por Aline Araújo de Moura. - 3 M 3 - ETEC Aristóteles Ferreira

            No meio da noite, quando Júlia procurava fotos no porão, ela achou uma almofada vermelha de cetim, com fita douradas, toda empoeirada, com o nome de sua avó bordado em fios cor de ouro. Ao pega-la Júlia não sente o peso de uma almofada de penas ou espuma, havia algo lá dentro que aumentava seu peso.
            Procurou por um zíper, um fecho – alguma coisa que pudesse revelar o que tivera sido escondido lá há tanto tempo. Mas nada. Desistiu e voltou a procurar suas fotos. No entanto, antes de continuar, percebeu algo reluzente, que antes era escondido pela almofada; era assim como o bordado feito de ouro,porém bem mais maciço. Comprida e com deformações na ponta, lembrava uma chave. Inspecionou-a e ficou surpresa ao notar que aquela deformação se parecia com uma letra.
            Um “E”. Arquitetamente gótico e visivelmente enigmático, aquela letra a intrigou como o besouro mais branco da terra, Arbolus Verruçosus, o qual certa vez conhecera em uma enciclopédia de biologia. Mas, afinal, o que aquela letra teria para lhe dizer? Era certo que ela na sabia e as analogias mais bestas como: a inicial do nome de sua bisavó ou do sobrenome, não batiam ou faziam qualquer sentido.
            Meio confusa guardou a chave no bolso e continuou a procurar as fotos de sua bisavó. Encontrou-as em uma caixa de madeira simples e uma das fotos levava seu nome na frente e um grande “E” atrás.
            Assim que pôs olhos no “E” da foto, sentiu a chave esquentar em seu bolso. Apanhou-a e surpresa, assistiu o objeto tomar um brilho espelhado. Mas não apenas ele. A parede a sua direita começou também a emitir tal brilho. Julia, curiosa como era, aproximou-se com a chave ainda em mãos. Em um dos cantos da parede cintilante, na qual também se materializara um “E” gigante, abriu-se uma fechadura. Instintivamente, pôs a chave lá e ela girou como se tivesse força própria. A porta então se abriu.
            Era uma rota para algum lugar. Havia um elevador todo de madeira que tina um aspecto podre. Júlia desce e lá encontra uma pequena sala com alguns artigos de ouro e um grande e belo livro de capa vermelha. Ela tenta abri-lo, mas está trancado, usa a chave, porém ela não se encaixa. Volta correndo a porão com o livro nos braços e rasga a almofada para ver se há algo que a ajude. Havia uma caixinha de madeira, forrada com veludo negro, e dentro um colar com um pingente de coração, que ao abri-lo, tinha duas fotos. Uma de sua bisavó e outra de seu bisavô. Reparou uma grande semelhança dela com sua bisavó. Descobriu que o pingente aberto servia de chave para o livro. O livro continha a história de sua família que até então era um mistério.

            

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