22 fevereiro 2011

Dica 3 - Biografias/autobiografias/memórias/perfis

Biografias/autobiografias/memórias/perfis

BIOGRAFIA

É um gênero literário em que o autor narra a história da vida de uma pessoa ou de várias pessoas.

A biografia, na maioria das vezes, refere-se à vida de pessoas públicas como políticos, cientistas, esportistas, escritores ou pessoas, que através de suas atividades deixaram uma importante contribuição para a sociedade.

A biografia é mais vasta, mais complexa, exige muitos depoimentos. Tem elementos de reportagem, daí serem feitas, na maioria das vezes, por jornalistas que aprenderam a perguntar, ouvir, organizar as informações.

A pessoa não precisa ser famosa para ser biografada. A fama é relativa. O biografado tem que ter uma história de vida e um apelo universal para agradar a uma grande quantidade de pessoas, estimular a identificação com a história

Vida da pessoa é a vida da pessoa, o biografo não vai corrigir a vida de ninguém, nem enfeitar

Em uma biografia, não se pode tomar liberdade com os fatos, é inadmissível maquiar ou se intrometer na história.

Uma história de fracassos é melhor para uma biografia do que de sucessos. Uma vida de sucessos não rende necessariamente uma boa biografia

Nos EUA, existem varias biografias de um personagem só

O século XX marca o advento de uma modalidade do gênero até então desconhecida ou pouquíssimo cultivada: a biografia romanceada, na qual o autor recria, ficcionalmente, o material documental e de pesquisa coletado sobre a vida dos biografados. No livro 1808, que é uma biografia romanceada, personagens de ficção misturam-se com a realidade

MEMÓRIA - não é biografia, é um outro gênero

PERFIL pode ser uma pequena biografia em que o autor pode se colocar na história de vida do perfilado

No Brasil, o gênero biográfico teve ou tem seus melhores cultores em Joaquim Nabuco (Um Estadista do império - 1899); Lúcia Miguel Pereira (Machado de Assis, estudo crítico e biográfico – 1936; A Vida de Gonçalves Dias – 1943); Raimundo Magalhães Júnior (Machado de Assis desconhecido – 1955; Rui, o homem e o mito - 1965); Viana Moog (Eça de Queirós e o século XX – 1938).

RUY CASTRO

é um dos maiores biógrafos da atualidade. De um modo geral, suas biografias contam a vida de alguém depois de sua morte. Ruy Castro só escreve biografias de pessoas mortas: Carmem Miranda, Nelson Rodrigues – Anjo Pornográfico, e Garrincha – Estrela Solitária.

Exemplos:

CHEGA DE SAUDADE – não é biografia, é um livro de memórias de gente que fez a Bossa Nova. Vendeu 15 mil exemplares em 15 dias.

UM HOMEM ILUMINADO, sobre Tom Jobim, escrito pela irmã dele, Helena Jobim, não pode ser considerado biografia, mas memória.

TIM MAIA, do Nelson Motta, é memória pelos olhos do Nelson Motta.

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