Sinistro carrapicho
Rosi Caobiano
Ai que
saudades! ...
Grudados
como carrapichos, abraçaram-se com intensidade.
Nem poderiam
imaginar que em cinco minutos estariam separados novamente.
Ouviu-se um
estampido.
Sem mais nem
menos, estavam ali.
Estirados ao
chão.
VOLÚPIA DO
CARRAPICHO
Pequeninos,
porém maliciosos.
Atracam-se
com qualquer um,
Então, lá
vai ele novamente.
CARRAPICHO
SELVAGEM
Cavalgando
entre as matas, sigo pensativa. Aprecio cada detalhe. Até os carrapichos
silvestres aconchegam-se a mim como se quisessem seguir ao meu lado. Mostro-me
receptiva ao que me é oferecido e ofertado. Aproveito tudo como bênçãos
recebidas.
Que beleza!
Nada deixo
de observar e sentir. Até os pernilongos não excomungo. Fazem parte dali. Cabe
a mim, dominá-los e espantá-los. Sigo em frente, o melhor ainda está por vir,
tenho certeza.
Que beleza!
Busco mais,
sei que a felicidade está na somatória dos pequenos prazeres. Com momentos de
êxtase preencho mais uma página em meu repertório de vida.
Observo as
borboletas que voam livremente. Suas cores, sua desenvoltura em desfilar.
Os
carrapichos pequeninos seguem firme comigo, agarrados para não perder esta
carona. Também querem apreciar cada detalhe de seu habitat.
Que beleza!
Céu azul,
árvores frondosas, cachoeiras gritam sua presença. Interagem em sinergia com
todo o universo. Fazem-se presentes e de um jeito simples, pedem respeito.
Preservem.
Que beleza!
Ao retornar,
deixo ali, meus amigos carrapichos.
Solto-os na
terra molhada pelas chuvas para germinar e crescer. Deles, virão outros e deste
modo, o ciclo continua.
Que beleza!
Salvem a
natureza!
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