Dica 24 - Crônica 2
Atualmente,
é um gênero literário que explora qualquer assunto, principalmente os temas do
cotidiano.
A crônica é
um gênero híbrido que oscila entre a literatura e o jornalismo, resultado da
visão pessoal, particular, subjetiva do cronista ante um fato qualquer, colhido
no noticiário do jornal ou no cotidiano.
Geralmente
escrita para ser publicada em jornais e revistas, a crônica se caracteriza pelo
tom humorístico ou crítico.
A crônica é
o relato de um flash, de um breve momento do cotidiano de uma ou mais
personagens.
Uma das
finalidades da crônica é justamente apresentar o fato, nu, seco e rápido, mas
não concluí-lo.
Na crônica,
geralmente não há desfecho, esse fica para o leitor imaginar e, depois, tirar
suas conclusões.
A crônica
não tem resolução, não tem moral, é aberta para que cada leitor crie o final
que melhor desejar. O cronista, no fundo, deseja que seu leitor seja um co-autor.
Na crônica
existe agilidade e simplicidade; faz uso de recursos orais (como os diálogos
freqüentes), e de coloquialismos, que a tornaram mais próxima, e, de certa
forma, melhor compreensível.
Comentário
sobre um acontecimento real, preferencialmente diário. É o acontecimento diário
sob a visão criativa do escritor.
É uma
narrativa curta que geralmente tem como ponto de partida um fato real comentado
pelo autor, muitas vezes de maneira lírica ou bem humorada.
É uma
produção curta, apressada, redigida numa linguagem descompromissada, coloquial,
muito próxima do leitor. Quase sempre explora a humor; mas às vezes diz coisas
sérias por meio de uma aparente conversa fiada. Noutras, despretensiosamente
faz poesia da coisa mais banal e insignificante.
Nas últimas
décadas, no Brasil, muitos escritores notabilizaram-se por suas crônicas: Rubem
Braga, Fernando Sabino e Luís Fernando Veríssimo, entre outros
Normalmente
destina-se à publicação em jornal ou revista mas se diferencia da notícia pq
não é feita por um jornalista e sim por um escritor.
Não é mera
transcrição da realidade, mas sim uma visão recriada dessa realidade por parte
da capacidade lírica e ficcional do autor
O cronista é
essencialmente um observador, um espectador que narra literariamente a visão da
sociedade em que vive, através dos fatos do dia a dia.
Seus
personagens podem ser reais ou imaginários.
Normalmente,
por se basear em fatos do cotidiano, ela tende a se desatualizar com o passar
do tempo. Nem por isso deixa de perder seu sabor literário quando agrupamos um
conjunto delas em um livro.
A linguagem
da crônica é descompromissada das construções rebuscadas, da sintaxe rica, dos
adjetivos em excesso, e de tudo aquilo que a torna distante da vida real,
ajustando-se desta forma, ao lirismo do nosso dia-a-dia.
0 comentários:
Postar um comentário