21 novembro 2011

Dica 24 - Crônica 2



Atualmente, é um gênero literário que explora qualquer assunto, principalmente os temas do cotidiano.
A crônica é um gênero híbrido que oscila entre a literatura e o jornalismo, resultado da visão pessoal, particular, subjetiva do cronista ante um fato qualquer, colhido no noticiário do jornal ou no cotidiano.
Geralmente escrita para ser publicada em jornais e revistas, a crônica se caracteriza pelo tom humorístico ou crítico.
A crônica é o relato de um flash, de um breve momento do cotidiano de uma ou mais personagens.
Uma das finalidades da crônica é justamente apresentar o fato, nu, seco e rápido, mas não concluí-lo.
Na crônica, geralmente não há desfecho, esse fica para o leitor imaginar e, depois, tirar suas conclusões.
A crônica não tem resolução, não tem moral, é aberta para que cada leitor crie o final que melhor desejar. O cronista, no fundo, deseja que seu leitor seja um co-autor.
Na crônica existe agilidade e simplicidade; faz uso de recursos orais (como os diálogos freqüentes), e de coloquialismos, que a tornaram mais próxima, e, de certa forma, melhor compreensível.
Comentário sobre um acontecimento real, preferencialmente diário. É o acontecimento diário sob a visão criativa do escritor.
É uma narrativa curta que geralmente tem como ponto de partida um fato real comentado pelo autor, muitas vezes de maneira lírica ou bem humorada.
É uma produção curta, apressada, redigida numa linguagem descompromissada, coloquial, muito próxima do leitor. Quase sempre explora a humor; mas às vezes diz coisas sérias por meio de uma aparente conversa fiada. Noutras, despretensiosamente faz poesia da coisa mais banal e insignificante.
Nas últimas décadas, no Brasil, muitos escritores notabilizaram-se por suas crônicas: Rubem Braga, Fernando Sabino e Luís Fernando Veríssimo, entre outros
Normalmente destina-se à publicação em jornal ou revista mas se diferencia da notícia pq não é feita por um jornalista e sim por um escritor.
Não é mera transcrição da realidade, mas sim uma visão recriada dessa realidade por parte da capacidade lírica e ficcional do autor
O cronista é essencialmente um observador, um espectador que narra literariamente a visão da sociedade em que vive, através dos fatos do dia a dia.
Seus personagens podem ser reais ou imaginários.
Normalmente, por se basear em fatos do cotidiano, ela tende a se desatualizar com o passar do tempo. Nem por isso deixa de perder seu sabor literário quando agrupamos um conjunto delas em um livro.
A linguagem da crônica é descompromissada das construções rebuscadas, da sintaxe rica, dos adjetivos em excesso, e de tudo aquilo que a torna distante da vida real, ajustando-se desta forma, ao lirismo do nosso dia-a-dia.

0 comentários:

Yellow Puppies Blogger Template | Template Design | Elque 2008