30 novembro 2011

Pêndulo


 Texto coletivo de alunos do 3º M 2 - Iniciado e encerrado por Luana dos Santos. ETEC Aristóteles Ferreira


            Já são cinco e meia. O pêndulo delicado vai e vem no relógio velho de plástico branco, pendurado na parede da sala virado para a janela. Olho para o céu meio rosa, meio laranja e a última luz ocre do fim de tarde brilhando no bronze da peça. Cinco e trinta e cinco. Levanto rápido do sofá, começo a arrumar os livros na mochila e troco a roupa. A aula é as seis, e se me atraso de novo hoje, sei do problema que vai ser tentar entrar na primeira aula.
            Corro até a cozinha, engulo o café (da manhã) e me apresso para o ponto de ônibus onde por azar ele passa momentos antes de chegar ao ponto. Penso em maldições e outras palavras de baixo calão e até na Lei de Murphy, tudo isso em um segundo após o fato. Então eu me lembro de usar meu último recurso: Meu Portal do Tempo! Porém, só posso usá-lo uma vez por ano e voltar quanto tempo eu quiser, porém perco a quantidade de tempo de vida que eu usar para voltar no tempo.
            Então resolvo calcular o tempo que seria necessário para pegar o ônibus que passara antes de eu chegar calculando rapidamente para não perder tempo chego ao conceito de que 5 minutos seriam perfeitos e 5 minutos não me faria falta.
            Depois de usar o portal e chegar ao que seria o ponto de ônibus 5 minutos atrás, eu me preparo para a chegada dele, mas para meu espanto chega uma biga na minha frente. Logo após o choque percebo que agora eu estava Roma Antiga. Olho que ocorreu algo de errado.
            Enquanto e pensava, uns guardas vieram ao meu encontro. Deveria (ser) para me prender, já que eu era um estranho para eles, principalmente porque estava com roupas que eles nunca tinham visto antes. Corri o mais rápido que pude. Cansado, me escondi  num beco. E agora? Como sair daquela situação? De repente surgiu uma boa idéia. Procurar um alquimista ou alguém que entendia de ciência.
            Pergunto a uma pessoa sobre se há algum alquimista  nessa área. Disseram-se que sim e deram-me sua localização. Fui até lá em furtividade e bati na porta. Um velho louco apareceu. Expliquei o que havia ocorrido e ele me disse para entrar e esperar.
            A sua casa cheirava fortemente a cloro e enxofre, e ele me analisava curiosamente. Foi a um canto onde tinham pedras de cores e formas esquisitas, e começou a trabalhar nelas. Eu estava impaciente, não entendia tudo aquilo, não entendia porque meu portal do tempo não tinha funcionado. O velho se aproxima com uma pedra ocre e brilhante. Começa a me dar instruções em uma língua estranha, que mais estranhamente ainda eu entendi. Ele foi aproximando a pedra, sua luz amarelada me cegava cada vez mais, e eu fechei os olhos, esperando chegar.  Ouvi um barulho metálico e abri os olhos com a luz  amarelada ainda em meus olhos. Vejo a luz do fim de tarde batendo em meu rosto, e o relógio da parede.  O pêndulo continua balançando. Seis e vinte. Suspiro e me conformo que perdi a aula de hoje.




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