26 janeiro 2012

EM BUSCA DA PAZ


Aluno: Vinicius R. Miraldo
ETEC Aristóteles Ferreira 
Palavra: Mãe de Santo



Nove horas da noite. Rogério acabou de chegar ao lugar onde sua vida mudaria para sempre. Ele passou a semana toda se questionando se era realmente necessário visitar aquela mãe-de-santo, já que ele nunca acreditou nesse tipo de coisa, mas o que esperar de um homem de trinta anos, cuja família o levara para igreja por pelo menos metade sua vida e hoje não tinha lhe sobrado nada de sua fé. Nesta noite, ele iria descobrir porque tudo aquilo aconteceu.
            Ao chegar em frente ao local ele estava um pouco receoso, a rua era muito escura e quase não se via movimento. A campainha estava quebrada e Rogério foi entrando. A porta rangeu, como de clichê. Havia uma fumaça, provavelmente do incenso, e o cheiro era muito agradável. Lá no final da sala, estava Rosaura, uma senhora com feição muito serena.
            Sentada numa cadeira enfeitada, a mulher o chamou para mais perto, ele caminhou até ela prestando atenção nos detalhes da sala, um cenário em que ele nunca imaginaria estar. Sentou-se na frente da senhora, que lhe perguntou o motivo da visita. Rogério explicou sobre sua vida e contou que não tinha mais fé em nada.
            - Cala a boa! Tá atrapalhando o fluxo, moleque. Tem noção do trabalho pros cara vir...
            Terrivelmente assustado com aquela mulher – que agora já pôde identificar como uma senhora, com, no mínimo noventa.
            - Me desculpe, não foi a intenção... – disse acuado Rogério – Mas acho que já posso ir, me perdoe, com licença... Estou indo...
            E partiu, sem olhar para trás... Pois a cada lugar que vás... Verás o reflexo da senhora!
            Assim, dito e feito. Não via mais ninguém a sua frente, Rogério não estava aparente... Assim, vendo a senhora somente.
            Ao anoitecer, deitou em seu leito a procura de sossego, foi quando o desastre começou.
            Às três horas da manhã, acordou os vizinhos em sua rinchada. Não sabia bem o que havia visto. O que sabia, era que a velha não deixara sua casa.
            Com medo, observou ao canto de seu quarto uma imagem nublada com um ar taciturno, pensou em beijar a morte, tenro.
            Naquele clima sombrio, lembrara de um pastor amigo seu, de quem era amigo na adolescência. Decidira ligar para ele, aquela presença maligna em sua casa lhe parecerá loucura. O amigo toca a companhia, entra correndo e logo que vê a presença meio sombria da velha no quarto de Rogério, declara:
            - Eu te repreendo em nome de Jesus!
            Com um forte grito, a velha sumira. O amigo lhe perguntou:
            - Onde você se meteu Rogério?
            - Num centro de macumba, procurava a paz.
            - Vou te levar a um lugar onde você vai encontrar a paz verdadeiramente. E então, Rogério e seu amigo Pastor Silas, passaram o resto do dia conversando sobre suas famílias. Rogério percebeu que nunca mais poderia abandonar Deus, porque Deus jamais o abandonou.

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