EM BUSCA DA PAZ
Aluno:
Vinicius R. Miraldo
ETEC Aristóteles Ferreira
Palavra:
Mãe de Santo
Nove
horas da noite. Rogério acabou de chegar ao lugar onde sua vida mudaria para
sempre. Ele passou a semana toda se questionando se era realmente necessário
visitar aquela mãe-de-santo, já que ele nunca acreditou nesse tipo de coisa,
mas o que esperar de um homem de trinta anos, cuja família o levara para igreja
por pelo menos metade sua vida e hoje não tinha lhe sobrado nada de sua fé.
Nesta noite, ele iria descobrir porque tudo aquilo aconteceu.
Ao chegar em frente ao local ele
estava um pouco receoso, a rua era muito escura e quase não se via movimento. A
campainha estava quebrada e Rogério foi entrando. A porta rangeu, como de
clichê. Havia uma fumaça, provavelmente do incenso, e o cheiro era muito
agradável. Lá no final da sala, estava Rosaura, uma senhora com feição muito
serena.
Sentada numa cadeira enfeitada, a
mulher o chamou para mais perto, ele caminhou até ela prestando atenção nos
detalhes da sala, um cenário em que ele nunca imaginaria estar. Sentou-se na
frente da senhora, que lhe perguntou o motivo da visita. Rogério explicou sobre
sua vida e contou que não tinha mais fé em nada.
- Cala a boa! Tá atrapalhando o
fluxo, moleque. Tem noção do trabalho pros cara vir...
Terrivelmente assustado com aquela
mulher – que agora já pôde identificar como uma senhora, com, no mínimo
noventa.
- Me desculpe, não foi a intenção...
– disse acuado Rogério – Mas acho que já posso ir, me perdoe, com licença...
Estou indo...
E partiu, sem olhar para trás...
Pois a cada lugar que vás... Verás o reflexo da senhora!
Assim, dito e feito. Não via mais
ninguém a sua frente, Rogério não estava aparente... Assim, vendo a senhora
somente.
Ao anoitecer, deitou em seu leito a
procura de sossego, foi quando o desastre começou.
Às três horas da manhã, acordou os
vizinhos em sua rinchada. Não sabia bem o que havia visto. O que sabia, era que
a velha não deixara sua casa.
Com medo, observou ao canto de seu
quarto uma imagem nublada com um ar taciturno, pensou em beijar a morte, tenro.
Naquele clima sombrio, lembrara de
um pastor amigo seu, de quem era amigo na adolescência. Decidira ligar para
ele, aquela presença maligna em sua casa lhe parecerá loucura. O amigo toca a
companhia, entra correndo e logo que vê a presença meio sombria da velha no
quarto de Rogério, declara:
- Eu te repreendo em nome de Jesus!
Com um forte grito, a velha sumira.
O amigo lhe perguntou:
- Onde você se meteu Rogério?
- Num centro de macumba, procurava a
paz.
- Vou te levar a um lugar onde você
vai encontrar a paz verdadeiramente. E então, Rogério e seu amigo Pastor Silas,
passaram o resto do dia conversando sobre suas famílias. Rogério percebeu que
nunca mais poderia abandonar Deus, porque Deus jamais o abandonou.
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