COMOÇÃO
Mariane da Luz Soares,
ETEC Aristóteles Ferreira
Eu
estava com muita pressa andando pelas ruas de São Paulo, atrasada para a
primeira aula de Português.
De
repente olhei pro lado e haviam dois cachorros no meio da rua, aquilo me deixou
muito comovida, pois estavam muito magros, sujos e quase desmaiando. Parei e
fiquei olhando aqueles pobres cachorros e logo peguei meu celular, liguei para
a escola e comuniquei que não iria para a aula por motivos de saúde (eu não
gosto de mentir, mas de alguma forma estava falando a verdade). Peguei os dois
cachorros e levei para o petshop mais perto, e depois que os cães foram
examinados o médico constatou que havia pouco a ser feito.
Algo
passou por mim. Um sentimento, uma emoção. Aqueles olhos grandes e brilhantes,
tão pedintes e carentes.
-
Faça o possível – minha voz saiu mais forte que o previsto. O homem assentiu
silenciosamente, levando os animais para uma porta nos fundos do
estabelecimento.
Não
queria que aqueles bichinhos adoráveis morressem. Durante o caminho para o
veterinário eu me apeguei a eles.
O
sonho da minha vida era ter cachorros e eu não podia ver os animais que eu mais
amava sofrendo daquele jeito.
Além do meu afeto
pelos pobres cachorros minha determinação me impedia de desistir e morri um
pouco quando o médico retornou e disse:
- O tratamento sairá
muito caro. A sua melhor opção é o sacrifício do animal.
Naquele momento senti
o meu sonho de ser veterinária chegar cada vez mais perto, pois mais do que
nunca quis salvar tanto a vida de um animal.
Comecei a chorar e
implorei para o médico dar o seu melhor no caso daqueles cachorros. Ele negou o
meu pedido e frustrada peguei os cãezinhos e fui para a rua procurar alguém que
estivesse disposto a adotá-los ou colaborar com o dinheiro para o tratamento
deles.
Andei muito, mas
infelizmente ninguém podia ficar com aqueles lindos cachorrinhos, até que por
fim um guri que aparentava ter uns 25 anos como eu me perguntou por que eu
estava chorando, e então eu contei toda a história.
Aquela pessoa que
parecia um anjo me disse então que era veterinário e que faria de tudo para me
ajudar a cuidar daqueles cachorrinhos.
Cuidamos deles com
todo o carinho do mundo, e enfim o ‘anjo’ conseguiu não só salvar os pobres cães,
mas sim conquistar o meu coração.
Anos depois nos
casamos e adotamos os cães como se fossem nossos filhos.
ETEC Aristóteles Ferreira
Eu
estava com muita pressa andando pelas ruas de São Paulo, atrasada para a
primeira aula de Português.
De
repente olhei pro lado e haviam dois cachorros no meio da rua, aquilo me deixou
muito comovida, pois estavam muito magros, sujos e quase desmaiando. Parei e
fiquei olhando aqueles pobres cachorros e logo peguei meu celular, liguei para
a escola e comuniquei que não iria para a aula por motivos de saúde (eu não
gosto de mentir, mas de alguma forma estava falando a verdade). Peguei os dois
cachorros e levei para o petshop mais perto, e depois que os cães foram
examinados o médico constatou que havia pouco a ser feito.
Algo
passou por mim. Um sentimento, uma emoção. Aqueles olhos grandes e brilhantes,
tão pedintes e carentes.
-
Faça o possível – minha voz saiu mais forte que o previsto. O homem assentiu
silenciosamente, levando os animais para uma porta nos fundos do
estabelecimento.
Não
queria que aqueles bichinhos adoráveis morressem. Durante o caminho para o
veterinário eu me apeguei a eles.
O
sonho da minha vida era ter cachorros e eu não podia ver os animais que eu mais
amava sofrendo daquele jeito.
Além do meu afeto
pelos pobres cachorros minha determinação me impedia de desistir e morri um
pouco quando o médico retornou e disse:
- O tratamento sairá
muito caro. A sua melhor opção é o sacrifício do animal.
Naquele momento senti
o meu sonho de ser veterinária chegar cada vez mais perto, pois mais do que
nunca quis salvar tanto a vida de um animal.
Comecei a chorar e
implorei para o médico dar o seu melhor no caso daqueles cachorros. Ele negou o
meu pedido e frustrada peguei os cãezinhos e fui para a rua procurar alguém que
estivesse disposto a adotá-los ou colaborar com o dinheiro para o tratamento
deles.
Andei muito, mas
infelizmente ninguém podia ficar com aqueles lindos cachorrinhos, até que por
fim um guri que aparentava ter uns 25 anos como eu me perguntou por que eu
estava chorando, e então eu contei toda a história.
Aquela pessoa que
parecia um anjo me disse então que era veterinário e que faria de tudo para me
ajudar a cuidar daqueles cachorrinhos.
Cuidamos deles com
todo o carinho do mundo, e enfim o ‘anjo’ conseguiu não só salvar os pobres cães,
mas sim conquistar o meu coração.
Anos depois nos
casamos e adotamos os cães como se fossem nossos filhos.
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