28 janeiro 2012

COMOÇÃO


Mariane da Luz Soares, 
ETEC Aristóteles Ferreira 

            Eu estava com muita pressa andando pelas ruas de São Paulo, atrasada para a primeira aula de Português.
            De repente olhei pro lado e haviam dois cachorros no meio da rua, aquilo me deixou muito comovida, pois estavam muito magros, sujos e quase desmaiando. Parei e fiquei olhando aqueles pobres cachorros e logo peguei meu celular, liguei para a escola e comuniquei que não iria para a aula por motivos de saúde (eu não gosto de mentir, mas de alguma forma estava falando a verdade). Peguei os dois cachorros e levei para o petshop mais perto, e depois que os cães foram examinados o médico constatou que havia pouco a ser feito.
            Algo passou por mim. Um sentimento, uma emoção. Aqueles olhos grandes e brilhantes, tão pedintes e carentes.
            - Faça o possível – minha voz saiu mais forte que o previsto. O homem assentiu silenciosamente, levando os animais para uma porta nos fundos do estabelecimento.
            Não queria que aqueles bichinhos adoráveis morressem. Durante o caminho para o veterinário eu me apeguei a eles.
            O sonho da minha vida era ter cachorros e eu não podia ver os animais que eu mais amava sofrendo daquele jeito.
Além do meu afeto pelos pobres cachorros minha determinação me impedia de desistir e morri um pouco quando o médico retornou e disse:
- O tratamento sairá muito caro. A sua melhor opção é o sacrifício do animal.
Naquele momento senti o meu sonho de ser veterinária chegar cada vez mais perto, pois mais do que nunca quis salvar tanto a vida de um animal.
Comecei a chorar e implorei para o médico dar o seu melhor no caso daqueles cachorros. Ele negou o meu pedido e frustrada peguei os cãezinhos e fui para a rua procurar alguém que estivesse disposto a adotá-los ou colaborar com o dinheiro para o tratamento deles.
Andei muito, mas infelizmente ninguém podia ficar com aqueles lindos cachorrinhos, até que por fim um guri que aparentava ter uns 25 anos como eu me perguntou por que eu estava chorando, e então eu contei toda a história.
Aquela pessoa que parecia um anjo me disse então que era veterinário e que faria de tudo para me ajudar a cuidar daqueles cachorrinhos.
Cuidamos deles com todo o carinho do mundo, e enfim o ‘anjo’ conseguiu não só salvar os pobres cães, mas sim conquistar o meu coração.
Anos depois nos casamos e adotamos os cães como se fossem nossos filhos.


ETEC Aristóteles Ferreira 

            Eu estava com muita pressa andando pelas ruas de São Paulo, atrasada para a primeira aula de Português.
            De repente olhei pro lado e haviam dois cachorros no meio da rua, aquilo me deixou muito comovida, pois estavam muito magros, sujos e quase desmaiando. Parei e fiquei olhando aqueles pobres cachorros e logo peguei meu celular, liguei para a escola e comuniquei que não iria para a aula por motivos de saúde (eu não gosto de mentir, mas de alguma forma estava falando a verdade). Peguei os dois cachorros e levei para o petshop mais perto, e depois que os cães foram examinados o médico constatou que havia pouco a ser feito.
            Algo passou por mim. Um sentimento, uma emoção. Aqueles olhos grandes e brilhantes, tão pedintes e carentes.
            - Faça o possível – minha voz saiu mais forte que o previsto. O homem assentiu silenciosamente, levando os animais para uma porta nos fundos do estabelecimento.
            Não queria que aqueles bichinhos adoráveis morressem. Durante o caminho para o veterinário eu me apeguei a eles.
            O sonho da minha vida era ter cachorros e eu não podia ver os animais que eu mais amava sofrendo daquele jeito.
Além do meu afeto pelos pobres cachorros minha determinação me impedia de desistir e morri um pouco quando o médico retornou e disse:
- O tratamento sairá muito caro. A sua melhor opção é o sacrifício do animal.
Naquele momento senti o meu sonho de ser veterinária chegar cada vez mais perto, pois mais do que nunca quis salvar tanto a vida de um animal.
Comecei a chorar e implorei para o médico dar o seu melhor no caso daqueles cachorros. Ele negou o meu pedido e frustrada peguei os cãezinhos e fui para a rua procurar alguém que estivesse disposto a adotá-los ou colaborar com o dinheiro para o tratamento deles.
Andei muito, mas infelizmente ninguém podia ficar com aqueles lindos cachorrinhos, até que por fim um guri que aparentava ter uns 25 anos como eu me perguntou por que eu estava chorando, e então eu contei toda a história.
Aquela pessoa que parecia um anjo me disse então que era veterinário e que faria de tudo para me ajudar a cuidar daqueles cachorrinhos.
Cuidamos deles com todo o carinho do mundo, e enfim o ‘anjo’ conseguiu não só salvar os pobres cães, mas sim conquistar o meu coração.
Anos depois nos casamos e adotamos os cães como se fossem nossos filhos.

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