RUÍNA
Ramon Crescenti
ETEC Aristóteles Ferreira
Estava
vendo um documentário sobre as Ruínas da Grécia como o Coliseu, o Vesuvil,
entre outros, quando de repente algo aconteceu.
Ouvi
um grande barulho, fiquei assustado e com medo, mas decidi tomar coragem e ir
ver o que havia acontecido. O barulho parecia ter vindo dos fundos da casa,
teria caído algo no quintal? Com grande curiosidade fui ver. Ao chegar lá vi
algum animal correndo, mas de imediato não pude distinguir o que era, fui em
direção para aonde ele havia corrido. Ao me aproximar pude ver que era uma
cachorrinha filhote e ela estava muito assustada, peguei-a no colo e a levei
para dentro de casa.
Liguei
para minhas amigas perguntando se alguém queria ficar com ela, mas muitas das
minhas amigas moravam em apartamento ou viajavam demais. A minha melhor amiga
Caitlin falou porque eu não ficava com ela. Fiquei pensando, sei lá, esse
negócio de responsabilidade nunca fui boa. O tempo foi passando e meio que fui
me apegando, até que um dia resolvi dar um nome para a cadelinha. Ela se
chamava ‘Nalu’.
Nalu
era uma cachorrinha sem raça definida, porém, era linda. Seus olhos eram de um
verde caramelizado, seus pelos eram negros como os cabelos de uma índia.
Todos
me paravam na rua e perguntavam que raça era aquela fofura e eu sempre de
brincadeira respondia que era de uma raça um tanto rara, uma ‘tomba latas’.
Eu
estava feliz em ter a Nalu. Dois anos se passaram e ela era agora como um
membro da família.
Certo dia Caitlin foi assassinada quando saia
da minha casa. A partir desse acontecimento comecei a sentir muito medo,
resolvi então comprar um revólver.
Eu
não conseguia sair de casa, nem para levar a Nalu. A Nalu então começou a ficar
muito revoltada comigo.
Eu
não agüentava mais a pressão, então resolvi matá-la.
Bastou um tiro e um
ganido e meu coração partido. Percebi que a minha vida não tinha mais sentido,
então resolvi me internar num hospício. Atualmente tenho 58 anos e semana que
vem tenho alta. Espero melhorar no resto da minha vida.
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